Em uma reunião na última terça-feira (06/10) com o sindicato patronal da categoria, a OCB/ES, cujo tema foi o projeto de levar educação financeira para as famílias dos trabalhadores em cooperativas do Espírito Santo, o Sintracoop – ES fechou uma parceria com a entidade para transformar o sonho em realidade.Durante o encontro entre o presidente do Sintracoop – ES, Evaristo Lunz, e os representantes da OCB, o gerente de desenvolvimento cooperativista Rayner da Silva Santos, o assistente técnico da gerência de desenvolvimento Marcos Vinicius Martins dos Passos e a representante da DSOP educação financeira, Lorena Milaneze, foi apresentado o programa, os custos e a forma de implementação. Após conhecer o projeto, Rayner elogiou a forma inovadora que o Sintracoop está trabalhando para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. “Achei uma alternativa viável e arrojada, que com certeza vai dar certo. Os trabalhadores estão sofrendo agora o reflexo do credito fácil e do estímulo de consumo que vínhamos tendo há alguns anos, mas agora a realidade mudou e os trabalhadores estão sentindo o impacto grande desse consumo desenfreado, o que está aumentando a inadimplência e endividando as famílias”, afirmou.Evaristo explicou que a educação financeira é muito mais que educar o funcionário, é educar a família, pois ele leva para casa e discute com o cônjuge e os filhos. Mostrar a realidade para a família é o primeiro passo para conseguir sair das dívidas. “O projeto é muito mais amplo, porque procuramos mostrar a realidade e fazer com que toda a família se envolva no projeto. Eles precisam perceber que todos tem de contribuir com a economia e no final vão ver que além de sair de vermelho, eles podem guardar dinheiro e conquistar a tão sonhada independência financeira”. Na apresentação, Lorena mostrou que endividamento é a principal causa de divórcios e também da baixa produtividade no trabalho “a empresa que investe em educação financeira tem um funcionário mais focado nas atividades sem preocupações, pois estando com um bom relacionamento familiar ele dedica mais tempo ao trabalho, sem distrações, o que gera um ganho muito grande para e empresa”. Os próximos passos será a assinatura de um termo de cooperação onde será especificado o custeio tripartite do projeto, ou seja, todo o investimento será dividido em três partes: entre OCB, Sintracoop e Cooperativa. Além disso será introduzido mais um piloto do projeto, onde o primeiro foi na credigaroto, e agora será em uma outra cooperativa ainda a ser definida, onde será avaliado pelos próprios trabalhadores. “Vamos fazer mais um piloto com uma outra cooperativa e sentir a reação dos funcionários, mas tenho certeza que está é uma forma inteligente de lutar pela qualidade de vida do trabalhador, pois além do aumento salarial ele consegue economizar em torno de 20 a 30% apenas se seguir o que foi ensinado nas dinâmicas”, explicou Evaristo.